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Ronaldo Fenômeno, de marketing.

Em um nível de popularidade comparável no Brasil apenas aos também mitológicos Pelé e Ayrton Senna, o jogador Ronaldo Luis Nazário de Lima, 34 anos de idade, anunciou o fim da sua carreira nas quatro linhas no início do ano de 2011.

 

São 18 anos de carreira iniciada no São Cristóvão, do Rio de Janeiro, e consolidada em rápida passagem pelo Cruzeiro Esporte Clube. Ali, visou passaporte para a Europa com apenas 17 anos, primeiro no PSV Eindhoven, da Holanda, e depois no Barcelona e Real Madrid, da Espanha, e Internazionale de Milão e Milan, da Itália. Foi na Inter de Milão que ganhou a alcunha de Fenômeno. O Corinthians entrou na sua carreira há 26 meses, período no qual assinalou 35 gols e conquistou a Copa do Brasil de forma invicta em 2009.

 

Se foi um fenômeno nos gramados, Ronaldo também foi fenomenal nas jogadas, por assim dizer, de marketing. De origem humilde, mas articulado, logo no início mostrou habilidade nos contratos de patrocínio e na construção da sua imagem. A chegada precoce à Europa lhe garantiu acesso às sutilezas do universo mercadológico. Nesses 18 anos nos campos, Ronaldo amealhou uma fortuna pessoal estimada por especialistas em R$ 1 bilhão, a maior parte dela com marketing.

 

A Ambev foi a primeira marca a buscar associação com a imagem de Ronaldo, em 1994, antes da vitoriosa Copa dos EUA. O jogador nunca interrompeu o compromisso com a empresa de bebidas. As marcas Guaraná Antarctica e Brahma Chopp são as que exploram mais sua imagem em campanhas publicitárias. Com a Nike mantém contrato vitalício que lhe garante receita anual de cerca de R$ 14 milhões. Parte da receita é oriunda da venda da linha R9 (“R” de Ronaldo e 9, o número da sua camisa de jogo).

 

Mas o valor nunca foi admitido pela empresa de artigos esportivos e nem pelo craque, que vai se dedicar a partir de agora à direção da 9ine (lê-se naine), empresa de marketing esportivo que lançou no ano passado em sociedade com o grupo inglês WPP, negócio costurado de forma tripartite por Ronaldo, Sérgio Amado (presidente do grupo Ogilvy no Brasil) e Sir Martin Sorrell, controlador da holding de comunicação com base em Londres. A 9ine já está administrando a carreira/imagem do lutador brasileiro Anderson Silva, que ganhou em combate com Vitor Belfort o título mundial do UFC (Ultimate Fighting Championship).

 

Caso não decidisse parar, Ronaldo Fenômeno poderia ser prospect potencial da 9ine, já que sua imagem vinha sofrendo desgaste continuado. Afinal, um atleta não pode ficar obeso como ele e não render em campo o que uma marca como o Corinthians espera de retorno, sobretudo as cobranças dos patrocinadores que investem cerca de R$ 100 milhões por ano clube, grande parte deles atrelados à imagem de Ronaldo. Os valores dos contratos com a Neo Química, marca de genéricos da Hypermarcas, por exemplo, perduraram até o fim de 2011.

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